Aqui está escuro e não enxergo nada,
Pra mim tanto faz, luz acessa ou apagada,
Não quero abrir os olhos para essa claridade,
Que me fere e me machuca sem piedade,
Não quero saber das verdades tortas que ela tem a me contar,
Só quero minha crise de abstinência para me ocupar,
Não preciso delas para viver, sentir, sorrir...
Tenho meus falsos amigos para me divertir,
Tudo me parece tão confuso quando estou fora de mim,
Até parece que eu nunca bebi assim,
Até parece que decidi tudo sozinho,
Sem nenhum amigo, amiga, afeto ou carinho,
Quem sabe um dia do escuro sairei,
Grandioso, poderoso e vitorioso como um rei,
Para com os meus olhos a verdade da claridade me deparar,
E perceber que novas dificuldades terei de enfrentar,
Pelas verdades, que ela esqueceu de contar.
Rocco Camarotto.
17/10/2010.

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