domingo, 7 de novembro de 2010

Cocaína

A cocaína (benzoilmetilecgonina) é um alcalóide derivado das folhas da planta de coca. Foi isolada pela primeira vez em 1855 pelo químico alemão Friedrich Gaedke; esse processo foi então aperfeiçoado e descrito em 1856 por Albert Niemann, rendendo-lhe seu Ph.D. Até o final do século XIX a cocaína foi usada com relativa freqência uma vez que era vendida em farmácias, fazendo parte também de uma receita que enriqueceu a empresa que todos amamos (ou odiamos). O seu uso traz efeitos a curto e longo prazo, de acordo com a quantidade e freqüência de uso. Alguns efeitos a curto prazo são: aumento da pressão sanguínea, vasoconstrição periférica, dilatação das pupilas, estado de alerta, aumento da freqüência cardíaca, diminuição do apetite e aumento da temperatura corporal. Tais efeitos podem ser atraentes para pessoas que buscam maior desempenho profissional, emagrecimento ou o simples uso recreativo. A cocaína se liga diferencialmente às proteínas transportadoras de dopamina, serotonina e norepinefrina e impede diretamente a recaptação desses neurotransmissores para os neurônios pré-sinápticos, aumentando sua concentração na fenda sináptica e gerando os efeitos descritos. Adicionalmente, a cocaína tem várias ações indiretas que afetam outros sistemas neuromoduladores (ex: opioidérgico, GABAérgico, glutamatérgico). Esses efeitos estão apenas começando a serem estudados e provavelmente contribuem para o perfil farmacológico diverso da cocaína. Alguns efeitos a longo prazo da cocaína, relativos ou não à abstinência são: vício(!!!), paranóia, irritabilidade, insônia, alucinações auditivas e distúrbios do humor. Experimentos no começo dessa década elucidaram melhor alguns efeitos da cocaína. O aumento da temperatura, por exemplo, não se deve simplesmente a um aumento no metabolismo, mas sim a uma alteração na termoregulação mediada pelo hipotálamo.

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