domingo, 28 de novembro de 2010

Inestimável Tormento

Mulheres,
Corpos de diferentes formas e tamanhos,
Que provocam o desejo sobre nós,
Reles mortais do sexo masculino,
Todas perfeitas em seu próprio silêncio,
Nos observam com olhos atentos e discretos,
Vítimas de sua própria simplicidade,
Donas de uma graça exuberante,
E uma educação invejável,
Sempre estando em constante mudança,
Dispostas a estarem sempre agradando a si mesma,
Com desafios físicos e emocionais diários,
Elas sempre demonstram superação,
E não esperam nada em troca por isso,
Simpáticas e modestas,
Tem tudo o que querem com um pouco de jeitinho...
Compreensivas e amigas dos nossos erros,
Esperando apenas por um sorriso sincero e honesto,
Mulheres, mulheres, mulheres,
Como são belos os seres as mulheres.

(Deus foi inteligente nos dando esse doce tormento chamado "Mulher")

domingo, 14 de novembro de 2010

Sonho

Quando eu a vi, meu coração de repente deu um solavanco que me deixou mais atordoado do que eu já estava,

Então seus olhos se depararam com a minha imagem, e eu me aproximei,

Cheguei bem perto,

E quando estava face a face com ela, simplesmente a abracei suave o suficiente para ela entender que ela estava longe há muito tempo,

Quando ela olhou direto nos meus olhos, pode ver claramente o que eu queria, o que eu precisava,

Com um simples gesto, aproximei seu corpo do meu, fechei os olhos, e foi como se fossemos um só,

E por um momento eu não pensava em mais nada, não queria mais nada,
só queria estar ali, com ela ao meu lado...

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Desculpa

Desculpe-me se eu não pude ser aquilo que tanto procurou,

Que tanto quis,

Que tanto sonhou.


Desculpe-me por não ter te dado a devida atenção,

Por não ter a mínima consideração,

Por ter criado essa terrível ilusão.


Desculpe-me por não me importar tanto com você,

Por te fazer chorar,

Por te fazer sofrer.


Desculpe-me por não te fazer tão feliz quanto poderia ser,

Por não te amar,

Por não te entender.


Desculpe-me por ter te magoado,

E eu não ter admitido que estava errado,

Por tudo agora ser passado...


Rocco Camarotto.

domingo, 7 de novembro de 2010

Cocaína

A cocaína (benzoilmetilecgonina) é um alcalóide derivado das folhas da planta de coca. Foi isolada pela primeira vez em 1855 pelo químico alemão Friedrich Gaedke; esse processo foi então aperfeiçoado e descrito em 1856 por Albert Niemann, rendendo-lhe seu Ph.D. Até o final do século XIX a cocaína foi usada com relativa freqência uma vez que era vendida em farmácias, fazendo parte também de uma receita que enriqueceu a empresa que todos amamos (ou odiamos). O seu uso traz efeitos a curto e longo prazo, de acordo com a quantidade e freqüência de uso. Alguns efeitos a curto prazo são: aumento da pressão sanguínea, vasoconstrição periférica, dilatação das pupilas, estado de alerta, aumento da freqüência cardíaca, diminuição do apetite e aumento da temperatura corporal. Tais efeitos podem ser atraentes para pessoas que buscam maior desempenho profissional, emagrecimento ou o simples uso recreativo. A cocaína se liga diferencialmente às proteínas transportadoras de dopamina, serotonina e norepinefrina e impede diretamente a recaptação desses neurotransmissores para os neurônios pré-sinápticos, aumentando sua concentração na fenda sináptica e gerando os efeitos descritos. Adicionalmente, a cocaína tem várias ações indiretas que afetam outros sistemas neuromoduladores (ex: opioidérgico, GABAérgico, glutamatérgico). Esses efeitos estão apenas começando a serem estudados e provavelmente contribuem para o perfil farmacológico diverso da cocaína. Alguns efeitos a longo prazo da cocaína, relativos ou não à abstinência são: vício(!!!), paranóia, irritabilidade, insônia, alucinações auditivas e distúrbios do humor. Experimentos no começo dessa década elucidaram melhor alguns efeitos da cocaína. O aumento da temperatura, por exemplo, não se deve simplesmente a um aumento no metabolismo, mas sim a uma alteração na termoregulação mediada pelo hipotálamo.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Luz

Aqui está escuro e não enxergo nada,

Pra mim tanto faz, luz acessa ou apagada,
Não quero abrir os olhos para essa claridade,

Que me fere e me machuca sem piedade,

Não quero saber das verdades tortas que ela tem a me contar,

Só quero minha crise de abstinência para me ocupar,

Não preciso delas para viver, sentir, sorrir...

Tenho meus falsos amigos para me divertir,

Tudo me parece tão confuso quando estou fora de mim,

Até parece que eu nunca bebi assim,

Até parece que decidi tudo sozinho,

Sem nenhum amigo, amiga, afeto ou carinho,

Quem sabe um dia do escuro sairei,

Grandioso, poderoso e vitorioso como um rei,

Para com os meus olhos a verdade da claridade me deparar,

E perceber que novas dificuldades terei de enfrentar,

Pelas verdades, que ela esqueceu de contar.

Rocco Camarotto.

17/10/2010.