domingo, 27 de fevereiro de 2011
Memories in the rain
Para colorir o lindo desenho da chuva,
Gotas, pingos, e chapiscos molhados,
Sagrados trovões que rasgam os céus,
Estremecendo a terra e a tornando penitente de si mesma,
Luzes acessas e arrepios no pescoço,
A saudade tremula de minhas mãos pelo seu corpo,
Ativa a minha criatividade, me deixando com vontade...
Está tudo bem, está tudo bem também,
Não se preocupe com nada além de sua felicidade,
Simples e única, digna de sua confiança,
Conte-me o que sonhou ontem à noite minha querida,
Diga-me a doce verdade de que você irá partir,
A incrédula sensação de abandono e desapego,
Só não me pergunte quando irei voltar,
Pois estou pensando em me perder por ai mais uma vez...
Rocco Camarotto.
domingo, 27 de fevereiro de 2011
14:45 Pm.
Quarto
Hoje eu não vou arrumar o meu quarto,
Não vou não,
Vai ficar tudo desarrumado,
Vai ficar tudo espalhado no chão,
A mamãe vai brigar comigo,
Mas não tem problema não,
Vou escutar ela reclamar de novo,
Por causa da bagunça que tem no chão,
To com preguiça,
To com sono,
O quarto vai ficar desarrumado,
Por que eu não vou arrumar não,
Ta tudo espalhado pelo chão,
Mamãe já brigou comigo,
E já me deu sermão,
Por que eu disse que meu quarto eu não ia arrumar não.
Rocco Camarotto.
domingo, 27 de fevereiro de 2011
16:22 Pm.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Carência
Dilacerante e atroz,
Ela vem calada na noite,
Vítima de sua perfeição perfeita,
A mercê do véu da escuridão,
Intima de minhas memórias,
E intensificadora de meu ciúme,
Corrompedora da verdade,
Aliada oculta de minha fiel insegurança,
Solitária em seu silencio interrupto,
Viva em suas corres negro escarlate,
Timidamente cintilante a luz do luar,
Calma e paciente com seu apetite voraz,
Inspiradora de minha imaginação,
Concorrente da dor e da paixão,
Hell confessa de tortura,
Recipiente de minha doce loucura.
Rocco Camarotto.
14/15-02-2011.
