Meus fragmentos de ossos gelados recobertos por pele gasta,
Com um montante de parasitas que recobrem minha cabeça,
Meus lindos olhos azuis cor de mentira,
Com piadas de meus pensamentos de blasfêmia,
Sempre pelo em dúvida e incompreensão,
De santos que ganharam sua pureza transando com suas promessas,
Nenhuma palavra que me digas será aceita ou acreditada,
Não me interessa o que irei me deparar hoje,
Traga-me o nunca,
Pois nele encontrarei meu inicio incerto incorreto,
E sobre as correntes do destino, tatue caveiras com olhos de coração,
Pois já não tenho espaço livre sobre meu indelicado corpo virgem,
Ah! Faça o que quiser...
Eu não dou a mínima para as suas verdades mentirosas,
Safados e mal traduzidos os delitos da mãe covarde vadia,
Que vaga pelo abominável mundo monstro, despida com o seio farto a mostra.
(E não se esqueça,
Beijos são os melhores brindes que podem vir,
Em despedidas emocionantes,
De sinceros desejos de boa noite.)
Rocco Camarotto.

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