Destroços do prazer ao horizonte
Dispararam munidos da pólvora de sua saliva
De acordo com essa minha velha inimiga
Da qual eu encontro cada vez mais em tua fronte.
É ela que me faz penar e sentir-me poeta
Como uma mulher tocada: salgada e inquieta,
E com algum cântico nos lábios,
Seja ele de vida, amor, morte ou ódio,
Mas sempre daquele homem-menino
Que ela diz ser sábio.
*Meu amor, hoje o dia levantou
E eu estou deitado esperando te esquecer,
Mas só penso que ontem, onde estou
Foi onde te despi e beijei teus seios
E agora, isso é tão distante, tão alheio
Que esse lugar nem parece mais o mesmo.
Aqui é escuro mesmo com a lâmpada acesa
E é quente
(não como teu corpo)
É quente
Como aquele do sufoco que um cardíaco sente,
*O próprio ar não me deixa respirar
E tudo me é um “deixe estar”
Como se eu esperasse me vingar da vida
Só porque hoje, você não está aqui
Dizendo que tua vida é minha.
(Meu amigo, Marcel (Emo) fez essa parada ai pra namorada dele, e como eu achei que ficou bom, estou postando para que possam apreciar também).

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