sábado, 9 de outubro de 2010

Marcel

Destroços do prazer ao horizonte
Dispararam munidos da pólvora de sua saliva
De acordo com essa minha velha inimiga
Da qual eu encontro cada vez mais em tua fronte.

É ela que me faz penar e sentir-me poeta
Como uma mulher tocada: salgada e inquieta,
E com algum cântico nos lábios,
Seja ele de vida, amor, morte ou ódio,
Mas sempre daquele homem-menino
Que ela diz ser sábio.


*Meu amor, hoje o dia levantou
E eu estou deitado esperando te esquecer,
Mas só penso que ontem, onde estou
Foi onde te despi e beijei teus seios
E agora, isso é tão distante, tão alheio
Que esse lugar nem parece mais o mesmo.

Aqui é escuro mesmo com a lâmpada acesa
E é quente
(não como teu corpo)
É quente
Como aquele do sufoco que um cardíaco sente,

*O próprio ar não me deixa respirar
E tudo me é um “deixe estar”
Como se eu esperasse me vingar da vida
Só porque hoje, você não está aqui
Dizendo que tua vida é minha.


(Meu amigo, Marcel (Emo) fez essa parada ai pra namorada dele, e como eu achei que ficou bom, estou postando para que possam apreciar também).

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