quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Morte

Enquanto eu andava pela chuva gelada,
E tentava me aquecer as minhas longas passadas,

Não me deparei que já estava em meu destino,
Frente a frente com ela,

Ela me encarava de frente, e sem temor algum,
E sem hesitar, coloquei-me de frente aos olhos,
Que não paravam de me intimidar em momento algum,
E sem que eu percebesse, logo chegava a minha hora,

Sem perder muito mais tempo, ela se inclinou para frente,
E estendeu sua longa e óssea mão, que era perigosamente atraente,
Sem pensar duas vezes, recuei e afastei para que ela não me tocasse

E assim que fiz isso, ela se colocou um passo adiante de mim,

E com seus longos braços me envolveu em um abraço frio e confortável,
Feito isso, ela me deu um sorriso doce e arrepiante que me fez entender tudo,
Ela veio para isso, e não iria embora sem mim, sábia que ela conseguiria e decidi não lutar ou prolongar mais esse processo...

Entendendo isso, abracei-a em um gesto de carinho e entendimento,

Feito isso, ela se colocou do meu lado e cochichou em meu ouvido,
Depois de suas palavras claras e diretas, entendi que tinha ganhado mais uma amiga, e dessa vez, tinha ganhado a melhor de todas elas,

Pus-me de pé e caminhei tranqüilamente sem peso algum em minhas costas, minha consciência estava em paz e eu não temia mais nada,
Colocando a mão em meu ombro eu entendi que já era hora de partir,
Então ela me guiou até o meu destino.

E foi assim que eu conheci a minha mais sincera e leal amiga, a Morte.

Rocco Camarotto.
Dia 12, De agosto de 2010, (Quinta-Feira).

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